O café produzido na Região Oeste da Bahia é reconhecido pelo sabor agradável, com boa fragrância e aroma levemente frutado e floral, com excelente doçura e boa acidez. Este é produzido sob condições de temperaturas médias que variam entre 22 e 26 ºC, não havendo riscos de geadas, nem interrupções no desenvolvimento do cafezal durante o ano pelas pouca variação na temperatura. A pluviosidade média com cerca 1.600 mm está distribuída entre os meses de outubro e abril.

No período seco, a compensação ocorre pela irrigação, a qual conta com grande disponibilidade de água subterrânea ou de superfície, de um dos maiores aquíferos do Brasil, o Urucuia. Este período seco gera grande contribuição para as operações de colheita e pós-colheita, pois não conta com chuvas.

Com luminosidade de aproximadamente 3.000 horas por ano e altitudes médias de 800 metros, são condições favoráveis para o bom desenvolvimento do café arábica. O relevo plano, típico do cerrado, tem permitido alta tecnificação em todas as fases do processo de produção. Estas condições, somadas ao perfil empresarial dos cafeicultores oriundos de regiões tradicionais de cultivo de café no Brasil, possibilitam a criação do cenário ora encontrado.

Frente as condições naturais desta região cafeeira, os empresários dinamizaram o processo de produção através do investimento em tecnologia. Modernas máquinas e insumos são de uso comum, permitindo as maiores produtividades de café do Brasil.

Apesar da longa história da cafeicultura na Bahia, o primeiro cultivo comercial no Oeste ocorreu em 1994. Sob coordenação do português João Barata, este trouxe de Angola a experiência de produzir café irrigado, dando inicio ao novo ciclo do café no Estado.

Além da produção familiar, grupos empresariais também investem na cafeicultura. Este intercâmbio contribui à constante profissionalização do setor, uma vez que o módulo médio de área com café é de aproximadamente 300 hectares por propriedade.

As grandes áreas exigem maiores atenções nos aspectos administrativos, técnicos e infra-estrutura. Estes elementos contribuem para formar o perfil encontrado no ambiente de produção no Oeste da Bahia.

Para impulsionar o setor, a região conta com a atuação dos mais importantes fornecedores de máquinas e insumos, agentes financeiros, grandes exportadores estimulados pela presença do porto de Salvador a 900 km, juntamente com a organização setorial através da Abacafé e outras entidades.

Esta dinâmica e moderna produção encontra-se aliada a preservação e monitoramento ambiental. As áreas produtivas encontram-se integradas às áreas de preservação ambiental, mantendo a flora e fauna local. Áreas de Reserva Legal e de Preservação Permanente são respeitadas nas fazendas, juntamente com o constante monitoramento do uso da água pelos Órgãos Ambientais competentes.

Da mesma forma, os aspectos sociais que envolvem os colaboradores, são cumpridos adequadamente, promovendo a saúde e segurança no trabalho, paralelamente a valorização do bem estar humano.

Os aspectos sociais e ambientais mantêm padrões de adequações conforme legislação brasileira e recomendações de diversas certificações internacionais, especialmente a Utz Certified. Desta forma, está sendo possível uma das mais modernas cafeiculturas do mundo, a qual alia produtividade e sustentabilidade.